Era um dia de domingo. Não como um qualquer porque havia uma comemoração. Conversas soltas, risos das brincadeiras e de repente chega um teclado. Começa a música tocada e cantada de um jeito displicente, com um cigarro entre os dedos anular e médio; diferente do trivial, apenas para manter os dois vícios: tocar e fumar. E falava-se que chegaria alguém que cantava como poucos. Não se fez esperar e chegou o cantor: Guilherme. Esse é o nome dele. Olhei pra figura e analisei-o sem dar muito crédito ao que estava sendo propagado. De compleição franzina, um rabo de cavalo colado à nuca, e um sorriso discreto. Ele pegou o microfone, virou o rosto e pigarreou dando sinais à garganta que iria começar a usá-la. E cantou!!!!!! Olhei-o novamente e não mais percebi aquela figura mirucha, magrinha, ele tornara-se um gigante. Uma voz marcante, linear e um cantar visceral, diria mesmo uterina. Sim ele é um homem, mas todo homem sensível tem o seu lado feminino, cheio de sentimentos transmitidos apenas por almas fêmeas, felinas. E ele brilhou, cantou, cresceu, num repertório que parecia estar marcado em minha mente. Músicas que me transportaram para tempos idos; músicas da minha geração, umas românticas, outras anos 80 e por aí foi. Cantei, cantei, encantada com a voz do cantor! Um gigante que surgiu no exato momento em que ele começa a pronunciar as primeiras palavras de uma melodia. Pena que o Brasil seja um país de pouco reconhecimento aos grandes talentos. Adorei!!!!!! Tornei-me fã, elogiei e prometi pra ele que escreveria em sua homenagem. Ato tão pequeno para o tamanho do talento do homenageado. Valeu!!!!! Bravo!!!!! Guilherme você é o cara!!!!!!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Sentimento indefinido

Se houvessem palavras eu o definiria, mas todas são palavras gastas e não definem nada. Ele é muito para ser definido. Ele é poderoso para ser comparado, descrito, delineado, medido ou pesado. Ele foi feito para ser sentido para nos deixar sem sentidos, felizes com nada por estar com ele. O Amor, incapaz de ser contido, de ser guardado, de ser garantido. Ele só pode ser sentido.... só sentido...sem sentido nas palavras usadas para expressá-lo. Ele está no brilho do olhar, no suar das mãos, no descompasso do coração, no pensamento em vão buscando o outro quando ele está longe.
sábado, 15 de outubro de 2011
Reivindicar é a solução.
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Resta-me agora, a saudade, e uma vontade danada de mudar tudo que estiver errado e pra isso preciso que outros se unam a mim, juntos somos mais fortes!! Precisamos nos reorganizar, saírmos da cômoda posição de críticos para sermos atuantes. Termos a certeza de que nunca é tarde para transformarmos essa triste realidade em que nos encontramos. E as mudanças são possíveis SIM, basta lutarmos por elas!!!!! Pensem nisso!!!!!!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Quer saber quem eu Sou???
Querem saber mesmo quem eu sou?
Eu lhes direi em forma de repente
Antes de tudo eu digo que sou gente
Nada de novo nem de diferente
Vou te dizer tentando rimar
Eu acho a rima um jeio de cantar
Lendo palavras que têm no final
O mesmo som, o mesmo terminal
Minha família para mim é tudo
Amor, carinho, um abraço mudo
Ganhei três filhos, genro, netos e noras
E essa turma não deixo de fora
Os meus netos são os meus tesouros
Pedras preciosos, são barras de ouro
Ouro de lei, são minha riqueza
São fortes, saudáveis e também têm beleza.
Sou bem alegre, sempre brincalhona
Pise nos meus calos fico valentona
Durmo e acordo todo santo dia (claro)
Como você, seu pai, sua mãe e sua tia
Sou de sorrir mas também de chorar
Choro às vezes até soluçar
Sou sensível, carente e muito amiga
Mas pago um boi pra não entrar em briga
De formação eu cursei Direito
Foi por escolhe e por seu conceito
Na vida Tudo tem sua defesa
E educação não se põe à mesa
Tenho uma meta, uma finalidade
De ser bem franca e dizer a verdade
Não gosto, não aprovo nem admito
Essa tal de desigualdade
E preconceito, que está na lei e está bem escrito
Tenho defeitos como qualquer um
E como tantas outras eu sou bem comum
Meus gostos são sempre bem ecléticos
gosto de roque, samba e temas poéticos
Tenho certeza, sem dúvida alguma
Que não vim ao mundo pra ser qualquer uma
Rimo falando, gosto de cantar
Ouço piadas mas não sei contar
Por fim descrevo o meu coração
Não sou hipertensa, não sofro de pressão
Houveram fatos ao longo de minha vida
Que me deixara, triste, fraca, deprimida
Mas o remédio para essa dor encontrei na vida
Achei no amor , numa vontade louca, desvairida
De viver amando e amar a Vida.
Amando, amada, querendo e sendo querida.
Faltou a idade essa é importante
Não invento data, ela é inconstatante
58 e vou seguindo em frente
90 se estou triste, 15 se contente
7,8 se estou com os netos
Eles me tornam o ser mais completo.
A idade muda conforme o momento
Nunca é a mesma, quem manda é o pensamento.
Eu sou de virgem, imagino isso e não sinto vertigem !!
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Sonhar é minha fuga

Fecho os olhos com os pés firmes ao chão ou deito-me num canto junto à solidão. Sonhos bons, pequenos, grandes sonho de todos os tamanhos. Assim com calma eu engano a mágoa que ora insiste em me atormentar. Sonhar ainda é o melhor remédio que nos tira da dor, que engana o tédio. Imagino cenas, paisagens, situações, viagens, enxergo o encontro de dois corações. Sonho viver uma vida diferente, respiro fundo e saiu do presente vou pra um futuro gerado em minha mente ou pra o passado que me deu presentes. Nesse momento não me importa nada, nem que minha vida esteja toda errada, que não seja a vida por mim planejada. Sonho porque sonhar não custa nada. Sonho até que estou apaixonada, sonho com céus azuis e com verdes campos, com belas árvores dando sombras ao campo. Sonho tanto com meus velhos sonhos. Eles que eram desejos tão tolos, tão simples, tão singelos. Mas todos eram os sonhos mais belos que uma inocente podia imaginar.Uns eram belos porém impossíveis, outros mais simples e bem atingíveis, mas todos eram fáceis de sonhar.Eram de quando eu achava que o que eu sonhava uma dia iria virar realidade. Eu achava isso de verdade!. Claro que vários sonhos eu realizei, outros nem lembro,eram tantos... nem sei. De uma coisa eu tenho certeza que muitos deles nem de longe alcancei. Mas isso não me faz desistir da quimera, do beijo doce, das flores da primavera, da chuva forte dando cheiro à terra, do amor ardente, de vencer uma guerra, até da força de nadar contra a corrente. Sou sonhadora e isso me ameniza, surte o mesmo efeito que causa a brisa batendo leve sobre uma gota de orvalho.Ela escorre e fica mais bonita, um fio fino, com brilho de fita, com uma bola a se pendurar. Sonho com rosas, flores multicores, sonho que na vida ainda existem amores e que os meus sonhos ainda curam dores. Sonho o sonho de uma mulher gestante que em seu ventre carrega radiante a semente de um amor completo. Sonho a espera do filho dileto, sonho o gesto cândido, doce e divino de amamentar aquele ser divino que no meu ventre desde pequenino, por tanto tempo pude carregar. Deus é tão pleno, perfeito e calculista pois a distãncia, entre a minha e a sua vista é a medida exata de sentirmos nosso amor. Dessa distância percebo o lindo brilho, as palavras ditas apenas pelo olhar. Alegria do acalanto, da certeza que aquele canto, aquele colo é o melhor lugar. Sonho de tudo e volto de leve à terra, mais preparada pra enfrentar a guerra do dia-a-dia, que se apresenta. Abrindo os olhos eu enfrento as coisas ditas as boas ou as malditas. E se de repente a angústia, a dor ou a tristeza achar que em mim farão sua fortaleza, certamente fecharei bem forte os olhos, de pé ou deitada no solo, serrarei bem forte os meus olhos e me porei de novo a sonhar. Ah! como é bom sonhar!!!!!!
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Indefin..............IDA

Não só os artigos são indefinidos, são também as lágrimas, os beijos e os gemidos, os sorrisos, os sentimentos e os sentidos, o som do vento soprado aos meus ouvidos. Não consigo definir a sensação que hoje habita o meu forte e carente coração. Não sei se ignoro, ou dou a outra face, se me apresento simples ou com disfarce, com certeza ou presunção, diante daquelas míseras pessoas que tentam fazer da minha vida uma eterna indefinição. Ora há uma guerreira pronta pra saltar do meu peito e eu nem mesmo sei direito que batalha terei que enfrentar. Sinto-me, as vezes, pronta para a luta, me sinto forte, disposta, resoluta. Mas estou pronta pra lutar qual luta? Indefinida, dou um passo atrás, titubeante eu já nem sei ao certo se vou à luta ou se peço paz. Lutas contrárias, desonestas, desiguais. entre os que não têm nada contra os que têm demais. Luta da inteligência contra a força bruta, a do amor no peito contra o desamor? Será isso mesmo uma luta? Uma honesta e franca disputa?? Nessas não quero entrar, corro, me escondo, me rendo, bato em retirada, sou covarde para essa guerra de nada. Lutas injustas, contraditórias, nenhuma delas vale a vitória. Nenhuma delas nos tornam mais capazes. Lutas que nos fazem quase animais, feras covardes caçando bichos doentes, capengas....caças decadentes, fracas, impotentes, incapazes de em defesa mostrarem seus dentes. Luta de saciados contra quem não tem nada na barriga, briga de pessoas sãs com outras combalidas. Indefinida essa nossa vida! Quem é capaz de distiguir ao certo se é miragem ou se é oásis o que se vê no ferver do deserto? Quem define sem titubear, com a certeza que não vai errar, de relance, num simples olhar, se uma lágrima é alegre ou sofrida? Elas são iguais até na caída, no rolar na face, na descida, indefinidas não nos dão sinais. Lágrimas brotam dando vazão à alma, umas ligeiras, outras com muita calma. Indefinida, vida indefinida! Cheia de lágrimas que banham nossos rostos, de surpresas, lutos, vibrações e desgostos. Vida cheia de becos, muitos sem saída, de avenidas, de encruzilhadas que nos desnorteiam a caminhada, que nos fazem saber que na vida nada é nada.Não há mapas bem delimitados e que sempre existe a dúvida do certo e do errado. Umas coisas têm, outras não têm motivo. Não sei se o que escrevo tem ou não sentido. Só sei que sigo a minha caminhada, ora sozinha, ora acompanhada, com a certeza que não sei de nada e com a dúvida se me dão ouvidos.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Brincando com a vida.

Já entendi tudo. Você está brincando, não é?? Essa maneira como você age comigo só pode fazer parte de um jogo. Se é assim entenda que eu cresci e você também cresceu. O tempo de brincar já passou, morreu. Porque você insiste nisso? Vou usar uma linguagem infantil pra vê se você compreende, pois no meu português maduro você se faz de surdo-mudo. Melhor isso: Cessou!!!! Tô na mancha!!!! Toquei!!! Compreendeu???? Nem entendo do que você está brincando. Não sei se é de se esconder, de estátua, de "tô de mau" ou do quê??? Me explique! Não quero continuar, já te disse! Sou alegre mas não nasci pra ser palhaça. Por acaso estou com o nariz pintado de vermelho?? Deixa eu me olhar no espelho.Não vejo nada! Minha cara está lavada, limpa, descaracterizada de qualquer personagem que sirva pra fazer piada. Se é de pega a brincadeira, estou muito atrás de você. Se for de queimado os seu ataques já me tosquiaram a alma e muitas vezes fui para o fim do campo, chorar meu pranto e você nem ligou. Não gosto disso! Eu te avisei mil vezes. Não foi esse nosso compromisso. Gosto de rir, de me divertir; mas não de ser passada pra trás. E você acha graça do que faz?? Não há motivos pra risos. Cansei parei, não uso guisos. Nem sirvo pra bobo da corte. Sou gente, sentida com alma doída. Minha vida já foi um carrocel, uma montanha Russa, foi até túnel do amor e câmara de terror, foi até brincadeira de passar o anel. Foi sim!! Te asseguro! Hoje, não quero brincadeira. Quero viver da minha maneira, estou farta de baboseiras.Eu juro! Me iludi com as suas juras que irias ladrilhar a rua só pra me ver passar e nada fizesse pra melhorar meu caminho nem meu caminhar. Roubaste meu coração e sequer deixaste eu entrar no seu. E veja no que deu! Nem precisei entra no bosque pra encontrar o anjo que se chama Solidão, achei-o há tempos, vindo direto em minha direção. Sinto-me no meio de uma roda, de olhos vedados, tentando alcançar alguém que foge de mim.... enfim, não alcanço ninguém, Que pena! No início não era assim!!Encontrei na vida tantos cavalheiros e mesmo sem me chamar Terezinha de Jesus, eles me estenderam a mão e eu nem estava caída ao chão. Mas não eram as mãos deles que eu queria. Queria a sua companhia, para sentados olhar a lua e ver amanhecer o dia, segurando firme a sua mão. Não quero mais brincar de nada! Nem de pular amarelinha na calçada, de barra bandeira ou da dança das cadeiras. Essa eu brinquei e restei sozinha, sentada, arrodiada do nada, perdida nos sonhos e chorando a desilusão de não ter sido agraciada com o abraço da pessoa mais amada, por ter ganho a brincadeira. Tudo isso já passei e o tempo também passou. Agora eu não sinto mais nada, já é tarde, parei, estou cansada!
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